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Resenha: Rita Lee: Uma Autobiagrafia

  • Foto do escritor: Samantha Santos
    Samantha Santos
  • 26 de nov. de 2025
  • 3 min de leitura

Rita Lee mostra em sua autobiografia, uma mulher de personalidade forte que não tem medo de expor a sua louca vida


Rita Lee foi uma das principais cantoras e compositoras brasileiras, mesmo que ela não gostasse tanto de se denominar como “cantora”, preferiria compositora, musicista e até mesmo artista. Mas quem poderia definir o que foi Rita Lee? Para uns, a maior estrela do Rock Brasileiro, para outros, era boa, mas não chega a tanto, e assim por diante.  


Rita era uma artista completa, e sabia disso, tanto que as suas loucuras a transformaram em quem ela foi e ainda é no imaginário de todos. Em seu primeiro livro, Rita Lee: Uma Autobiografia, escrito pela própria, a única que poderia contar com riquezas de detalhe cada fase de sua vida de uma forma mais autêntica possível, não sei como, mas ela conseguiu  deixar o seu carisma e personalidade atravessar as linhas e se transformar em um livro grandioso.


Rita Lee Jones, a filha mais nova de Chesa e Charles, que criaram as 3 filhas em um casarão na Vila Mariana, Zona Norte de São Paulo — uma das coisas que Rita deixa bem claro é a sua paixão pela cidade paulista. Mostra desde cedo as suas principais lembranças e traumas, deixa explícito o seu amor pelo casarão e pelo harém que era o seu lar — no bom sentido, é claro — no qual ganhou esse apelido por ser uma casa onde moravam 6 mulheres e somente um homem, o seu pai. 


Moravam com a família Lee, Balú e Carú, que tiveram um papel primordial na sua criação. Mas Rita destaca Balú como a grande parceira, que a sempre ajudou e protegeu em todos os momentos difíceis, nos sóbrios e drogadas, e disso a nossa artista fala sem nenhum tabu, sobre os seus problemas com vício do álcool e a ajuda da família nessa luta que durou alguns bons anos. 


Imagens retiradas do livro Rita Lee: Uma Autobiografia, da editora Globo Livros

Rita também fala sobre Os Mutantes, bando onde conseguiu lançar o primeiro álbum e onde viveram várias intrigas até a separação, mas que foi importante para o conhecimento de como o showbiz funciona. Já com a separação, Rita, e algum tempo trabalhando em carreira solo, tem o prazer de encontrar Roberto de Carvalho, então guitarrista de Ney Matogrosso, que seria o cupido desse casal que ficou junto até o seu último dia. 


Com seu amado e parceiro musical, a Sra. Lee escreveu diversos álbuns e músicas dedicadas a ele e com ele. O amor dos dois transborda tanto que gerou 3 filhos. E Rita se via com o seu próprio harém. 


Em sua biografia, mostra todos os seus afetos e desafetos, da amizade com a Elis Regina, Prisão Grávida, Ditadura, os seus privilégios, amores fracassados e aventuras de quem viveu os anos  60, 70 e 80 da melhor forma possível. Não esconde nada ou tenta ser santa, porque ela mesma sabe que não era, tenta ser o mais verdadeira possível e sem rodeios, pontual como sempre, fala o que aconteceu e conta a sua história de uma forma que ninguém poderia fazer. Além do mais, Rita Lee só teve uma e com um talento inigualável que, com um toque de personalidade, nos deu uma das principais discografias brasileiras com clássicos eternizados.


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